CONHECIMENTO

Mercado imobiliário e tendências

Cinform / 1 de Maio de 2015

Com o período pós-feirão da Caixa Econômica Federal foi possível criar expectativas de que o mercado imobiliário sergipano reage à altura do cenário econômico desafiador. Foi possível identificar que alguns empreendimentos se destacaram com preços diferenciados, condições condizentes com a demanda, produtos de boa qualidade, e principalmente, com grande esforço de venda das incorporadoras.

Agora, apesar desse fôlego, o momento para as incorporadoras e seus empreendimentos não repetirá os anos passados, visto que no período de 2010 a 2013, principalmente com a condição do crédito imobiliário mais acessível, o mercado teve uma grande alavancagem, onde qualquer produto atrairia os olhares do consumidor. Apesar de que, se retomada um pouco mais a memória de anos anteriores à política de crédito imobiliário e abertura de capitais das incorporadoras /construtoras, vê-se que não se tinha tanto pessimismo no mercado. Este momento, que assusta a muitos, pode ser encarado como mais uma fase de incertezas e expectativas, e sem sombra de dúvidas, é o momento de produzir produtos com qualidade, inovação, valores e diferenciais a serem agregados e, principalmente a identificação de demandas.

Diante deste cenário de expectativas, alguns produtos vêm assumindo papel de destaque no mercado imobiliário nacional, e que deverá proliferar-se por outros mercados, como o sergipano. Desde 2013, e principalmente, em 2014, os apartamentos compactos e com serviços têm atraído os olhares de compradores e investidores, já que suas metragens quadradas e localizações estratégicas fazem com que seu preço final se alinhe à renda do público consumidor. Com áreas variando entre 30 a 75 m², os apartamentos denominados ‘compactos’ enquadram-se no tamanho das famílias modernas, que possuem menos integrantes, e estão cada vez mais atreladas ao ritmo frenético e dinâmico das cidades. Normalmente com apenas 02 quartos, estes empreendimentos trazem em seu DNA a comodidade e a maior relação entre apartamentos e áreas comuns, já que algumas destas áreas comuns passam a complementar áreas dos apartamentos, como espaços para lavanderia substituindo grandes áreas de serviços e home office ou lan house, substituindo o terceiro quarto e que pode ser usado para tal fim, por exemplo.

Além das inovações internas e arquitetura com traços diferenciados, estas novas tendências de apartamentos compactos também sugiram em áreas consolidadas da cidade, em bairros onde os terrenos são menores, mais escassos, porém, contam com toda infraestrutura urbana. Ou seja, os próximos empreendimentos devem interagir mais com seu entorno, relacionando sua composição e público alvo, ao local onde será inserido. Deve-se aliar a infraestrutura do bairro já consolidado aos diferenciais do produto. Seria desenvolver um projeto inovador e diferenciado em uma localidade que possa oferecer serviços, comodidade e segurança. Seria integrar o empreendimento à cidade, não evoluindo o projeto de forma individual e desconexa. Para ilustrar melhor, é possível identificar inovadores lançamentos no centro de cidades como São Paulo e áreas urbanas consolidadas, como a região do Iguatemi em Salvador.

Enfim, mesmo lançando apenas empreendimentos mais econômicos, como os atendidos no 11º Feirão Caixa da Casa Própria, ou buscando novas tendências com apartamentos compactos e diferenciados, conclui-se que o momento das incorporadoras e construtoras é de se aperfeiçoarem, terem mais controle de suas ações, maior transparência com o mercado e investidores, maior planejamento em prospecção de novos produtos e gestão de vendas.

Expedito Júnior

NOVA SERGIPE, Urbanismo para Negócios

IMMOBILE Arquitetura pensada

Arquiteto e Urbanista

Especialista em Gestão Urbana e Ambiental

CAU - RN: A39243-0

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