CONHECIMENTO

Aracaju: mercado de 77 mil imóveis

Cinform / 5 de Outubro de 2015

Como consultor e responsável pelo desenvolvimento de muitos empreendimentos no mercado imobiliário, sigo a rotina de sempre buscar informações sobre novidades, tendências e dados que possam somar, e mesmo, multiplicar quando da criação de um novo projeto ou consultoria de nossas empresas. Agora, fiquei surpreso quando dei início a leitura da reportagem publicada sobre o mercado Sergipano na edição n. 170 de setembro da Construção Mercado, pois não sabia que tínhamos uma demanda de 77,4 mil unidades habitacionais, dado esse fornecidos ao jornalista Rodrigo Petry pela Fundação João Pinheiro em parceria com o Ministério das Cidades e outras entidades.

Continuei a leitura e vi que esses dados são de 2012, mas apesar de passados 03 anos, seria possível identificar que não reduzimos pouco essa demanda, e ainda que tal número tem uma representatividade muito grande já que equivale a aproximadamente 12% da população aracajuana, e observe que não faço equivalência da quantidade de pessoas que residiriam nestas unidades. Aprofundando mais este dado, a reportagem nos apresenta que das 77,4 unidades demandadas, aproximadamente 64 mil unidades estariam na linha do Minha Casa Minha Vida e pouco mais 13,4 mil unidades estariam enquadras nos diversos padrões de unidades habitacionais.

Apesar de não esquecer o cenário político e econômico do nosso País, e de forma local, do nosso Estado e Município, acredito plenamente que estes números nos mostram a possibilidade de crescimento contínuo do mercado imobiliário local, mesmo que não tão acelerado como no passado. Tal afirmação alinha-se aos dados da reportagem citada e a fatos mais claros no nosso dia a dia, ou seja, fatos que percebemos na própria evolução da cidade, como a vinda de pessoas de outras localidades do Brasil para morar em Aracaju, e o próprio crescimento da capital sergipana e da sua população.

Após maior envolvimento com os números apresentados na reportagem, e outras pesquisas, todos os envolvidos no mercado imobiliário podem e devem deixar claro que os próximos passos a serem dados é o de identificação deste público demandante das 77 mil unidades. Quem seriam realmente estas pessoas? Quais tipos de empreendimentos desejam, sonham e podem adquirir? Quais as localidades mais desejadas? E acima de tudo, como identificar esse potencial e transformá-lo em resultado para o próprio mercado, para a própria cidade?

Chamo a atenção que tal reportagem deve ser bem analisada e vista pelas entidades públicas, visto que o desenvolvimento urbano aracajuano obrigatoriamente passará pelo crescimento do próprio mercado imobiliário, e a melhor solução da equação entre o crescimento e o mercado será o diálogo entre seus atores, buscando atender e ser atendido.

Enfim, muito ainda deve ser feito para o contínuo crescimento do mercado, e consequentemente, da cidade, não esquecendo dos desafios em projetar com responsabilidade, de forma sustentável para o meio ambiente e com o pensamento no futuro de nossa malha urbana.

José Expedito de Souza Júnior

NOVA SERGIPE, Urbanismo para Negócios

Arquiteto e Urbanista

CAU - RN: A39243-0

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