CONHECIMENTO

Empreender é preciso

Cinform / 18 de Janeiro de 2016

Já se foi 2015, ano de inúmeros acontecimentos e aprendizados constantes, e apesar de não ter acompanhando todas mudanças no cenário econômico brasileiro, neste ano que passou vi acontecer uma quebra de paradigma que acredito acompanhar minha geração, considerando os nascidos após 1970. Na verdade, não foi bem uma quebra, mas uma constatação do que já acontecia nos últimos anos.

Considero que os nascidos após a década de 70 foram mais controlados pelos familiares no quesito realização e desenvolvimento profissional, que será nosso foco. Este controle estaria relacionado às orientações, e mesmo predeterminação dos pais para que seus filhos seguissem uma profissão especifica e, se possível, pudesse ingressar em algum concurso público, sinônimo de estabilidade e sucesso garantido. Tenho certeza que se refletirem e olharem para os lados, são muitos os colegas que se enquadrariam nessa condição, onde a orientação profissional foi induzida pelos seus familiares, e mesmo, gerida por alguém. Tal fato pode ter suas explicações psicológicas no pós anos rebeldes ou nos anos de incertezas econômicas que fragilizavam as empresas e comércio naquela década e na seguinte, a de 80. O fato que quero abordar, é que a escolha profissional era dada por obrigação ou status, e hoje, especialmente após 2015, a profissão ou formação não é mais obrigatória. Hoje, a obrigação é buscar a realização de seus sonhos: profissionais e pessoais.

Não afirmo categoricamente que as famílias das décadas de 70 e 80 falharam ou cometeram erro em suas orientações e escolhas, mas sim que os tempos são outros. A evolução do mundo moderno e globalizado aliado a tecnologia e seus avanços, levaram à lona algumas premissas e paradigmas sociais, oriundos dessas décadas. Como por exemplo, qual o pai não queria seu filho(a) Doutor (a)?

Vimos em 2015 “o lado obscuro da corrupção” aflorar como nunca tinha se visto no Brasil, deixando claro que as incertezas econômicas e políticas quebrariam a sensação de estabilidade dos empregos vistos como mais seguros, até mesmo cargos públicos. Afinal, quem um dia imaginou que a Petrobrás passaria por dificuldades? Ou que os bancos e entidades públicas seriam fragilizadas por ingerência e não representariam mais segurança para o crescimento profissional de um cidadão? Por outro lado, reforçando que a empregabilidade atual é outra, tivemos mais notícias de empreendedores surgidos da estabilidade profissional, onde largaram tudo para começar uma empresa, seguir um novo rumo profissional, realizar outros sonhos, ou apenas se encontrar.

Em meio a incertezas e questionamentos sobre a estabilidade dos empregos atuais, acredito que o caminho que mais vem sendo trilhado é o do empreendedorismo, o de desenvolvimento criativo e econômico. Empreender, não é abrir empresa e intitular-se empresário. Empreender é gerar atividade econômica, negócios e ações com propósito. E dentro das possibilidades da geração de novos negócios, posso destacar que o mercado imobiliário deverá sempre ser enxergado como uma possibilidade. Seja com a aquisição de imóveis para venda e locação, seja com a construção de edificações para os estabelecimentos comerciais, e mesmo, seja para a criação de novos negócios vinculados ao próprio mercado imobiliário.

O fato é que não teremos mais atividades profissionais tão predeterminadas como antes. Teremos o novo, a dinâmica dos mercados e a busca para o autoconhecimento profissional. Em 2016, também teremos quebras de paradigmas ou será que nosso leitor continuará sendo levado pela “boiada”?

José Expedito de Souza Júnior
NOVA SERGIPE, Urbanismo para Negócios
Arquiteto e Urbanista
CAU - RN: A39243-0

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