CONHECIMENTO

O desenvolvimento está no dia a dia

Cinform / 9 de Maio de 2016

O início deste mês foi bem particular, começamos como o lançamento de mais um empreendimento nosso, o Reserva Porto do Veiga em São Cristóvão/SE, e já no primeiro dia útil visitei duas obras onde desenvolvemos os projetos, e ainda ministrei uma aula sobre viabilidade econômica, juntamente com o professor Emerson Meireles de Carvalho na Universidade Federal de Sergipe, para os alunos do curso de engenharia. Os fatos parecem desconexos, mas estão diretamente ligados ao dia a dia do nosso mercado imobiliário em crescimento.

Apenas na primeira semana de maio, pude trilhar o caminho tradicional de qualquer empreendimento imobiliário. Junto aos alunos na Universidade Federal, tratamos das fases que precedem o desenvolvimento de um projeto, as interferências e variáveis na criação de uma viabilidade que represente um produto a ser desenvolvido. Discutimos condições de desenvolvimento de empreendimentos, como viabilizar projetos e qual o intuito na criação de viabilidades. Ficou claro como é de suma importância não apenas esse tipo de discussão, como também a necessidade da aproximação das práticas de mercado com o dia a dia acadêmico. Vários alunos curiosos com o campo de atuação, questionaram todo o nosso processo de desenvolvimento de nossas viabilidades e a relação com nosso projetos e produtos.

Já o Lançamento do Reserva Porto do Veiga, passamos pela segunda etapa de um empreendimento, a qual discutimos e trabalhamos excessivamente nos projetos, avaliando e desenvolvendo de maneira a atender as premissas estratégicas do empreendedor e as necessidades e limitações do mercado alvo. E qualquer produto imobiliário chega-se ao ápice do seu planejamento quando do seu lançamento. Ficou muito claro, enquanto os empreendedores apresentavam o empreendimento, que se os projetos não forem validados em todas as suas interfaces, seja nas soluções de infraestrutura, do partido urbano, das edificações em relação ao conceito empregado e das definições comerciais, será no lançamento o seu declínio ou uma evolução medíocre. Afirmo, pois, são os corretores e agentes imobiliários os primeiros compradores do produto, e se estes não se identificarem com o produto, será muito difícil sua evolução.

Relacionando a viabilidade com o lançamento do empreendimento, seria possível identificar que nem todo produto que é viável é comercializável. Ou seja, podemos fazer todas as etapas prioritárias no desenvolvimento de um projeto e uma viabilidade, mas se estes não estiverem alinhados com a expectativa do mercado ou produto, pode ter certeza que os riscos comerciais aumentariam consideravelmente.

Nas obras, iniciamos avaliando o que tínhamos feito quanto aos projetos já desenvolvidos e viabilizados. Além de verificarmos se tudo o que foi prometido ao cliente, no lançamento, está sendo executado em concordância. Fomos as obras para sanar dúvidas de projetos, validações de pequenos ajustes, verificações do que já foi executado, e além disso, levantar as lições aprendidas com a obra, para aprimorarmos em projetos futuros. Discussões em campo com engenheiros e técnicos é mais comum do que parece, e sempre terminam em definições que atendam o que foi prometido ao cliente.

Assim, em apenas uma semana, passamos pelas três principais etapas no desenvolvimento de um empreendimento, apesar de serem projetos e empresas distintas. Vivenciamos a discussões de viabilidade, passamos para o lançamento de um produto e chegamos no desenvolvimento e execução do projeto. É uma pena não termos um empreendimento sendo entregue nessa semana, porque aí, teríamos vislumbrado na prática todas as etapas macros de um empreendimento.

Expedito Júnior
NOVA SERGIPE, Urbanismo para Negócios
IMMOBILE Arquitetura pensada
Arquiteto e Urbanista
Especialista em Gestão Urbana e Ambiental
CAU - RN: A39243-0

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